Pescados de Marituba são fiscalizados para ofertar qualidade aos consumidores

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Pescados de Marituba são fiscalizados para ofertar qualidade aos consumidores

Visando monitorar a higiene dos pescados comercializados no Mercado Municipal de Marituba, assim como a procedência dos mesmos e orientar os comerciantes sobre boas práticas, afim de evitar qualquer tipo de dano à saúde dos consumidores, como no caso da Síndrome de Haff, conhecida popularmente como “doença da urina preta”, uma equipe da Vigilância Sanitária esteve, nesta terça-feira (21), no mercado de peixes do município.

A síndrome de Haff pode provocar uma situação em que há lesão do músculo esquelético, desencadeando a liberação de componentes intracelulares na circulação, como proteínas sarcoplasmáticas e mioglobina.

Uma possível causa envolve uma toxina biológica ainda desconhecida presente em determinados tipos de pescados. O processo de contaminação do pescado não está esclarecido, sendo que pode estar associado ao mau acondicionamento, levando à produção da toxina que quando ingerida, tem ação direta no músculo. Também pode estar relacionada à contaminação do pescado ao se alimentar de algas produtoras de toxinas que podem se acumular em seus órgãos e tecidos.

A ação visa monitorar e orientar sobre a higiene e segurança dos produtos comercializados

O diretor da Vigilância em Saúde, Thiago Santana, explica que em decorrência das notificações de casos suspeitos da doença de Haff no Estado, a vigilância sanitária está realizando ações que visam monitorar e orientar os vendedores de pescado sobre a higiene e segurança dos produtos comercializados.

Para ele, não há recomendação para proibição de comercialização ou consumo de pescado no município de Marituba. “Essa doença é muito rara de acontecer, além de que os pescados envolvidos nas notificações realizadas em municípios do Amazonas e da Região do Baixo Amazonas no Pará não estão sendo comercializados em Marituba, por isso afirmamos que não há motivo para medo de consumir os pescados comercializados aqui”, afirma o diretor.

Não há recomendação para proibição de comercialização do pescado em Marituba

O diretor Thiago Santana explica sobre a vistoria. “Nessa primeira visita nós estamos trabalhando a questão da orientação de boas práticas de higiene para adequar os pontos de venda para que os pescados comercializados sejam seguros e não ofereçam nenhum tipo de perigo à população, nem síndrome de Haff e nem outro tipo de doença transmitida por microrganismo patogênico ou toxinas, assim como também por outros perigos químicos e físicos”, pontua.

O Secretário Municipal de Desenvolvimento da Agricultura, Aquicultura, Abastecimento e Pesca (Sedap), Yuri Bastos, explica que a Sedap tem trabalhado em parceria com Secretaria Municipal de Saúde (Sesau) na fiscalização dos pescados comercializados e também na orientação da população sobre o consumo do produto.

“A gente está dando esse suporte de conhecimento para que a população possa identificar as causas da doença e para que tenham ciência que não há casos da síndrome registrados em nosso município”, disse o secretário.

“É importante ter ciência de que a população pode consumir peixes de água salgada e estamos, em parceria com a vigilância sanitária, realizando um incisivo trabalho de fiscalização dos pescados e sua procedência para que não haja nenhuma contaminação e para que essa doença não chegue ao nosso município”, explica.

Da Redação Comus

Fotos: Ary Brito

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