No Dia Mundial de Luta contra a AIDS, 1 º de Dezembro, a Secretaria Municipal de Saúde (Sesau), por meio da Coordenadoria de IST\Aids, lançou a Campanha Dezembro Vermelho em Marituba. O evento ocorreu no auditório do Instituto de Ensino de Segurança do Pará (IESP) e reuniu servidores municipais e lideranças do município. A data foi estipulada como uma oportunidade para apoiar as pessoas envolvidas na luta contra o HIV e melhorar a compreensão do vírus como um problema de saúde pública global.
Já o Dezembro Vermelho, marca uma grande mobilização nacional na luta contra o vírus HIV, a Aids e outras IST (infecções sexualmente transmissíveis), chamando a atenção para a prevenção, a assistência e a proteção dos direitos das pessoas infectadas com o HIV.
No Pará, em 2019, foram notificados 2044 casos novos de HIV. Marituba, segundo o boletim epidemiológico divulgado pelo Ministério da Saúde, em 2019, estava entre os 100 municípios brasileiros com o maior índice de contaminação pelo HIV.

O acompanhamento é feito imediatamente após a detecção, explicou a Coordenadora do IST\AIDS Maria de Nazaré Medeiros
Para fazer frente a esta realidade, o município conta com o Centro de Testagem e Aconselhamento\Serviço de Assistência Especializada em HIV/Aids (CTA\SAE).
A Prefeitura de Marituba atua desde o fornecimento gratuito e livre de preservativos nas unidades de saúde até o tratamento dos pacientes. Entre as principais ações também estão a possibilidade de realizar a testagem nas Unidades de Saúde, CTA\SAE, Hospital Augusto Chaves e UPA Eládio Soares.
Até outubro deste ano já foram realizadas 3.586 testagens nestas unidades municipais. De acordo com a coordenadora municipal de ISTs, Maria de Nazaré Monteiro, o usuário pode se dirigir até essas unidades e fazer a testagem, quando o resultado é positivo ele é referenciado para começar um acompanhamento especializado. “ O tratamento é iniciado imediatamente”, explica a coordenadora.
As unidades de saúde e UPA também fornecem os medicamentos da Profilaxia Pós-Exposição (PEP), para pessoas que tiveram exposição sexual consentida, por violência sexual, exposição a materiais perfurocortantes contaminados.
Já a Profilaxia Pré-Exposição (PrEP) é voltada para pessoas com risco aumentado de adquirir a infecção. Desde o dia 1º de setembro, a PrEP passou a ser dispensada para pacientes com prescrição médica da rede privada.
A Profilaxia Pré-Exposição ao HIV consiste no uso de antirretrovirais (ARV) para reduzir o risco de adquirir a infecção pelo HIV. Essa estratégia mostrou-se eficaz e segura em pessoas com risco aumentado de adquirir a infecção.
Maria de Nazaré destaca que nesta data é importante vencer o preconceito que envolve a doença e faz questão de diferenciar a situação entre ser positivo para o HIV e a doença denominada AIDS.
“Aids é o estágio mais avançado da doença, que ataca o sistema imunológico e é causada pelo HIV. Como esse vírus ataca as células de defesa do nosso corpo, ele fica vulnerável a várias doenças. Antes, a AIDS era uma sentença de morte, mas hoje é possível viver com HIV e com qualidade de vida”, destaca a coordenadora.
Para a secretária municipal de Saúde, Renata Novaes, a luta contra o preconceito é uma das principais lutas quando o assunto é HIV\AIDS. “ Muitas vezes o preconceito está em nós. O profissional de saúde deve estar preparado para receber este paciente. Temos que refletir o porquê de, em quarenta anos de combate a doença, este preconceito ainda permanecer”, destacou.
O Dezembro Vermelho segue durante todo o mês com rodas de conversa e campanhas de conscientização sobre o assunto.
Da Redação Comus
Fotos: Ary Brito e Beatriz Souza