Esta segunda-feira (17) é marcada pelo Dia Mundial da Hipertensão Arterial, problema de saúde que atinge mais de 30% da população adulta em todo o mundo e é o principal fator de risco para doenças cardiovasculares, acidente vascular cerebral, doença renal crônica, insuficiência cardíaca e arritmia.
A agente de saúde Lena Silva, 44 anos, conta que é funcionária e também usuária da Estratégia Saúde da Família (ESF) Adalúcio Calado, no bairro Dom Aristides. Há três anos ela descobriu que é hipertensa e desde então passou a ter cuidados especiais com a sua saúde como: consultas regulares a cada seis meses, uso diário do medicamento receitado pelo médico e a aferição da pressão arterial sempre que sente algum incômodo.
Neste período de pandemia, Lene se tornou grupo de risco para a Covid-19 e, por isso, o uso do álcool em gel, de máscara e a permanência apenas em locais arejados tornaram-se os maiores aliados da agente de saúde para evitar o Coronavírus.
Ela conta que já recebeu a vacina contra a Covid-19 e o imunizante trouxe mais tranquilidade, porém continua tomando todos os cuidados contra a doença. “A vacina é um alívio, ainda mais para a gente que está em linha de frente, por ser hipertensa e fazer parte do grupo de risco para a Covid”, disse.
Segundo a coordenadora do Hiperdia (programa do Sistema Único de Saúde que se destina ao cadastramento e acompanhamento de portadores de hipertensão arterial e/ou diabetes mellitus atendidos na rede ambulatorial), Rayana Cristo, Marituba atende mais de seis mil pacientes com hipertensão arterial em todas as unidades de saúde do município. Ela recomenda sobre a importância de fazer um acompanhamento regular na unidade de saúde. “Pelo menos uma vez a cada semestre esse paciente precisa comparecer a uma unidade de saúde, fazer o seu check up, manter uma alimentação equilibrada e a prática da atividade física também são importantes para esse paciente”, afirma.
“A aferição da pressão arterial também é um grande aliado para quem possui hipertensão, ela tem que ser feita com regularidade para a gente saber se as medidas tomadas estão sendo eficazes, se a medicação está correta e se o hábito alimentar está de acordo”, concluiu a coordenadora.
Texto: Aline Carvalho
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