Movimento Morhan comemora 40 anos com a presença de autoridades municipais, em Marituba

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A reunião marcou o aniversário de 40 anos do movimento Morhan

Na manhã desta sexta-feira (13), ocorreu a comemoração dos 40 anos do Movimento de Reintegração com Pessoas Afligidas pela Hanseníase (Morhan), na sede provisória do movimento em Marituba. O aniversário do Morhan ocorreu em 18 de janeiro, mas, por conta da pandemia de Covid-19, a comemoração foi realizada em agosto. Estiveram presentes na comemoração, a prefeita Patrícia Mendes, o presidente da Câmara Municipal, Allan Besteiro, e autoridades dos poderes Executivo e Legislativo de Marituba. 

O Morhan é um movimento nacional fundado em seis de junho de 1981, e suas atividades são voltadas para a eliminação da Hanseníase, por meio de atividades de conscientização e foco na construção de políticas públicas eficazes na prevenção, tratamento, diagnóstico e reabilitação das pessoas com a doença.  O movimento tem núcleos estaduais e municipais.  
Em Marituba, o movimento tem a participação de 150 voluntários, entre coordenação, pessoas atuantes e filhos separados pelo isolamento compulsório. No município, segundo o Morhan, há cerca de 300 pessoas com a doença, sendo 130 no bairro Dom Aristides. 

Edmilson Picanço ressaltou a importância do apoio do poder público à causa

O movimento recebe apoio da Secretaria Municipal de Saúde (Sesau) e da Secretaria Municipal de Desenvolvimento e Assistência Social (Semads), entre outros. O coordenador do Morhan Marituba, Edmilson Picanço, ressalta a importância do poder público para o projeto. 
“A prefeita Patrícia Mendes esteve presente no evento de aniversário. Isso é muito relevante, pois mostra o comprometimento da atual gestão municipal com a causa do combate à Hanseníase. Temos um trabalho integrado com as secretarias municipais”, diz o coordenador.
Doença –  A hanseníase é uma doença infecciosa, de evolução crônica muito longa causada pelo Mycobacterium leprae, micro-organismo que acomete principalmente a pele e os nervos das extremidades do corpo. A doença tem um passado de discriminação e isolamento dos doentes, que hoje não é necessário, pois pode ser tratada e curada.
A transmissão pode acontecer por meio da respiração. Mas esse contágio acontece com pessoas que têm a doença, sem tratamento e na forma transmissível da Hanseníase e tendo um convívio prolongado com outros indivíduos. 
A maioria da população adulta é resistente à Hanseníase, mas as crianças são mais susceptíveis, geralmente adquirindo a doença quando há um paciente contaminante na família. O período de incubação varia de 2 a 7 anos e entre os fatores predisponentes estão o baixo nível sócio-econômico, a desnutrição e a superpopulação doméstica.
Os principais sintomas da doença são manchas nas extremidades das mãos e dos pés, na face, nas orelhas, nas costas, nas nádegas e nas pernas. A Hanseníase tem cura. Hoje, remédios são disponibilizados de graça e o tratamento pode ocorrer em casa, com acompanhamento médico nas unidades básicas de saúde. O tratamento dura, em média, entre seis meses e um ano.
O coordenador do Morhan Marituba, Edmilson Picanço, pontua o trabalho do movimento no combate à doença. “Nós realizamos palestras, campanhas e ações que auxiliam no combate à doença.  Fazemos tudo isso em parceria com as secretarias municipais e estaduais de saúde. Trabalhamos no pré, durante e pós da Hanseníase”, explica. 
Serviço – A sede provisória do núcleo Marituba do movimento Morhan fica localizada na rua Souza Araújo, número cinco, no bairro Dom Aristides.

O movimento Morhan proporciona o apoio e auxílio à pessoa com Hanseníase

Texto: Luiz Antonio Pinto
Fotos: Vitor Dagort
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