Projeto “Robótica na Escola” para celebrar o Dia Nacional da Ciência e do Pesquisador Científico

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Alunos do projeto “Robótica na Escola”

Nesta sexta-feira, 8 de julho, celebramos o Dia Nacional da Ciência e do Pesquisador Científico. Criada em 2001, pelo Congresso Nacional, a data homenageia a criação da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), em 8 de julho de 1948. Este dia também objetiva chamar atenção do mundo para as produções científicas produzidas no Brasil e incentivar, sobretudo as crianças, o gosto pela ciência; reverenciando esses profissionais que contribuem com o desenvolvimento humano nas áreas da saúde, preservação ambiental, comunicação e suas tecnologias, por exemplo.

Em Marituba, desde o fim do mês de março, a Secretaria Municipal de Educação (Semed) desenvolve o projeto “Robótica na Escola”, que visa promover o ensino da ciência, por meio de investigação, voltado à solução de problemas e estimular o interesse dos alunos por carreiras científicas; democratizando o conhecimento e incentivando o uso de novas tecnologias educacionais; despertando nos alunos o trabalho em equipe, raciocínio lógico, vivência teórica e prática, competições, torneios, organização e criatividade.

Segundo uma das professoras do projeto “Robótica na Escola” e mestranda em “Educação em Ciências e Matemáticas” pela Universidade Federal do Pará (UFPA), Clara Tabosa, “a ciência é uma construção humana que está constantemente presente em nossas vidas, sendo assim, acredito ser um dever dos governos, das escolas, das políticas educacionais e de toda a comunidade científica realizar o trabalho direto e indireto para uma democratização cada vez mais eficaz desse conhecimento”, afirma.

“sou capaz de realizar coisas incríveis”

O projeto, pioneiro do segmento tecnológico na educação municipal de Marituba, está presente em 25 escolas municipais para 915 alunos do fundamental maior (6° ao 9° ano). Cada turma, com 15 alunos, tem aulas semanais, divididas em teóricas e práticas, com duas horas de duração, com estudantes empenhados para construções de protótipos tecnológicos (moldes de futuras produções) voltados para o contexto educacional, social e ambiental, por meio da automação, programação computacional e de linguagens científicas que serão apresentados entre os dias 29, 30 e 31 de agosto de 2022, durante a “1ª Feira Municipal de Tecnologia Educacional”, evento que contará com o primeiro torneio de robótica do município de Marituba.

“Nesse sentido, o projeto Robótica tem o intuito de trabalhar o desenvolvimento da competência científica, por meio do letramento científico e do letramento digital. No projeto, trabalhamos conceitos científicos de forma aplicada, por meio da construção de protótipos de robótica. Isso faz com que os alunos aprendam, na prática, a utilizar esse conhecimento. E eu, enquanto professora e pesquisadora, a partir da minha própria experiência, fico muito feliz em fazer parte disso”, concluiu.

Aluna do 7° ano da escola municipal Santa Rita, bairro São Joao, Sthefanny Lueny, 13 anos, relata que o projeto despertou sua curiosidade e criatividade, “pois me fez perceber que sou capaz de realizar coisas incríveis e posso contar sempre com o apoio da minha família, do meu do professor, da escola e dos meus colegas do projeto”, disse.

Sthefanny Lueny é aluna da escola municipal Santa Rita, uma das escolas participantes do projeto

Com licenciatura em química e, atualmente, mestrando em “Ensino de Ciências Ambientais” pela Universidade Federal do Pará (UFPA), o professor Erik Tenoro, que também ministra aulas no projeto “Robótica na Escola”, esclarece que quando falamos em ciência ou cientistas, de modo geral, relacionamos às pessoas muito inteligentes ou com atividades fora do comum, entretanto, os pesquisadores são os que mais têm dúvidas; os que mais perguntam ou questionam algo.

“Um pesquisador precisa estudar, aprender e se atualizar continuamente, sempre buscando preencher aquela peça que falta no quebra-cabeça. Nas palavras de Mário Sérgio Cortella, “só é um bom ensinante quem é um bom aprendente”. E o mesmo se aplica aos pesquisadores. Por isso trabalhamos em equipes”.

A ciência é construída a partir do compartilhamento de informações onde cada um sabe um pouco. O importante é saber que ninguém sabe tudo.

Laboratório de ciências da escola municipal Dom Calábria

“Para esses estudantes contínuos (pesquisadores) precisamos prestar homenagens, pois graças aos avanços tecnológicos gerados por pesquisas e a dedicação de nossos pesquisadores conseguimos vencer diversos desafios e avançar cada vez mais. Recentemente o planeta deparou-se com a pandemia de covid-19, e conseguimos desenvolver a vacina em tempo recorde graças ao compromisso de quem faz ciência no planeta”, disse.

No último sábado, 2 de julho, a Universidade Federal do Pará completou 65 anos, figurando entre as melhores universidades do mundo, segundo o QS World University Rankings (Ranking Universitário Mundial). Da UFPA, em breve, sairão novos profissionais pesquisadores, Clara Tabosa e Erik Tenoro, e, no futuro, receberá a estudante Sthefanny Lueny, que sonha estudar na Universidade, referência nacional, latino-americana e internacional em ensino e pesquisa na Amazônia.

Texto: Ascom Semed
Fotos: Ary Brito

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