Com o objetivo abrir as ações alusivas ao dia 18 de maio – Dia Nacional de Combate ao Abuso e Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes e discutir ações de combate a este tipo de agressão, a Secretaria Municipal de Assistência Social e Cidadania (Semasc) realizou, nesta terça-feira (03) um Simpósio com o tema “Faça Bonito: Intensificar e sensibilizar a sociedade para o enfrentamento da violência sexual contra crianças e adolescentes”.
A data, 18 de maio, é lembrada em memória à menina Araceli Crespo, 08 anos, que foi sequestrada, violentada e assassinada em 18 de maio de 1973 e existe visando alertar toda a sociedade para a necessidade de ações de prevenção e combate à violência sexual.
Segundo dados do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, em 2021 foram contabilizadas mais de 102 mil denúncias de violação contra crianças e adolescentes sendo a maioria das vítimas meninas com até 13 anos de idade.
A secretária da Semasc, Adriana Queiroz, explica que a Prefeitura de Marituba intensifica as ações de proteção às crianças por meio do simpósio e de toda a rede de proteção de direitos (Creas, Cras e Unai). “Com essas ações estamos mostrando que estamos aqui por nossas crianças e não devemos nos calar em casos de abuso infantil. Estamos aqui para dizer para as nossas crianças que elas têm quem as defendam e para dizer aos pais que fiquem um pouco mais atentos ao seu redor, casos como esses podem estar ao seu lado”, afirma
Para a coordenadora do Centro de Referência Especializado de Assistência Social (Creas) de Marituba, Rafaela Reis, este tipo de violência ainda é considerada um tabu fazendo com que muitos tenham medo de denunciar. “É necessário quebrar este tabu e que a sociedade como um todo não se silencie. Em alguns casos de crianças e adolescentes que passam por esta situação é possível identificar danos irreparáveis, sejam físicos, sociais ou psicológicos. Esta é uma luta de todos”, afirma.
O promotor da 1ª Promotoria de Justiça do Ministério Público, Laércio de Abreu comandou a mesa redonda de debates ressalta que o Ministério Público trabalha para fazer com que as políticas públicas de defesa a criança e adolescente se cumpram. “Muito me alegra ver o empenho de vários setores envolvidos nesta luta hoje. Todos nós temos o dever de proteger e denunciar casos de violência contra crianças e adolescentes seja ela física, institucional, sexual ou psicológica”, pontua.
O Simpósio reuniu representantes da assistência social, saúde, Ministério Público, conselho tutelar e da câmara municipal dos vereadores. Fizeram parte da mesa redonda abordando temas relevantes sobre as políticas públicas voltadas ao fortalecimento do enfrentamento a este tipo de violência, o promotor Laércio de Abreu, a assistente social do Ministério Público Midiãn Barbosa, o conselheiro tutelar Marcos Vinicius e a assistente social do Creas Carla Roberta.
Da Redação comus
Fotos: Patrik Santos

