No dia 25 de agosto, comemora-se o Dia do Feirante, o profissional que trabalha com produtos da agricultura, levando os alimentos até nossas mesas. A criação da data se deu em virtude da realização da primeira feira livre do Brasil, no ano de 1914, na cidade de São Paulo. Marituba possui quatro feiras (Mercado Simão Jatene, Feira Coberta, Mercado Central e Feira do Bairro Novo). Ao todo, são mais de 200 feirantes que todas os dias trabalham incansavelmente para garantir a alimentação básica no município.
É o exemplo de Alice Modesto, 76 anos, há 30 anos atua como feirante. Parte destes no Mercado Simão Jatene, no centro de Marituba. Com os frutos do trabalho criou seus dois filhos e mesmo com a rotina intensa de trabalho, ela declara que ama o que faz.
Alice era funcionária da antiga fábrica da Pirelli. Quando a fábrica faliu ela e o marido procuraram uma forma de sobrevivência. Montaram uma venda na porta de casa, foi quando seu companheiro se acidentou e perdeu uma perna e ficou sem poder trabalhar.
“Eu gosto muito de ser feirante. Acordo todos os dias às 5 horas, tomo o meu banho, pego uma moto e vou para o mercado. Volto para casa por volta de meio dia e durmo a tarde inteira. Tenho a minha casa, sou aposentada e ajudo a família dos meus filhos, ao todo tenho 9 netos”, explica.
Para assegurar a organização e promover meios de viáveis de boas condições de trabalho em todas as feiras, a Secretaria Municipal de Desenvolvimento da Agricultura, Aquicultura, Abastecimento e Pesca (SEDAP), possui a diretoria de Feiras e Mercados.
“Nesses 8 meses de gestão, arrumamos a “casa”, estabelecemos relacionamentos e reafirmamos o compromisso de trabalho e parceria com os permissionários dos mercados, marcando o início de uma mudança na vida dos feirantes e dos consumidores”, ressalta o diretor, Gustavo Mota.
Oficio de família – o feirante Adinaldo Souza, 42 anos desde pequeno acompanhava o pai em sua banca na Feira Coberta. Quem começou o trabalho foi seu falecido pai, com o qual aprendeu o ofício.
“Após a morte dele, eu tomei a frente aos 28 anos de idade. Meu pai sempre me ensinou o trabalho, eu sempre acompanhei desde os 11 anos ele, assim que ele faleceu eu me senti preparado para dar continuidade ao que ele começou”, comenta.
Ele ama o que faz e reconhece a importância de seu trabalho para a sociedade. “ Nosso trabalho é de muita importância para a sociedade, somos nós que negociamos, muitas vezes geramos empregos e trazemos inúmeros benefícios para a sociedade e assim sustentamos as nossas famílias e das pessoas que trabalham com a gente”, comenta.
Produz e vende – Os feirantes têm uma vida muito dura, pois precisam acordar bem cedo para montar as bancas nas feiras, que costumam atender a partir das sete horas da manhã. As feiras livres se tornaram uma atividade economicamente relevante, pois proporcionam o sustento de várias famílias.
Élida Tavares, 38 anos, possui um ponto na Feira do Bairro Novo. Feirante há cinco anos, ela produz alguns hortifrutigranjeiros em seu próprio quintal, no bairro de São Francisco. “Eu comecei aqui depois que deixei meu trabalho e recebi o meu seguro desemprego. Meu marido e eu compramos o ponto e começamos o negócio. Eu sou minha própria patroa, eu faço o meu horário, se eu não quiser vir eu não venho e ninguém fica me cobrando”, destaca.
Para comemorar o dia do feirante a Sedap está levando às feiras e mercados, uma a ação social com retirada de documentos e atendimento médico. Nestes primeiros meses de gestão, Secretaria também vem realizando o levantamento da situação estrutural e organizacional das Feiras e Mercados Municipais para análise de possíveis melhorias. A prefeitura também está executando regularmente a limpeza, manutenção e segurança nos mercados e feiras.
Texto: Márcio Flexa
Fotos: Ary Brito


