Servidores do município de Marituba, pais e também heróis

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Ser pai é sempre um desafio. Em época de pandemia este desafio é muito maior. Mas como todo pai também é um herói, superar desafios é uma marca para os servidores pais da Prefeitura de Marituba. Como nos exemplos do agente de portaria Maxson Pinheiro, 37 anos,  do professor José Luis Fonseca, 37 anos, e do agente de limpeza pública Magno José Cabral, 40. Todos três são símbolos de dedicação e amor paterno em uma época que exige um convívio mais intenso e de estreitamento dos laços paternos.

Maxson Pinheiro: “Minhas filhas são fundamentais para mim”

O agente de portaria Maxson Pinheiro é pai de duas meninas, de 8 e 11 anos e possui um trabalho de risco. Ele trabalha como agente de portaria da Unidade de Pronto Atendimento (UPA) Eládio Soares, localizado no quilômetro 15 da rodovia BR 316. Ele atuou no seu posto durante todo o período de pandemia e teve que mudar o comportamento com as filhas quando retornava do trabalho.

“Minhas filhas são fundamentais na minha vida. Elas me dão força para trabalhar e encarar o dia a dia da minha jornada. Mesmo que o trabalho exija risco”, comentou. Para protegê-las, ele deixou de lado os abraços quando voltava para casa e triplicou os cuidados com equipamentos de proteção. “Medo nós temos, mas se o trabalho exige, a gente enfrenta. Até porque todo meu trabalho é para dar melhores condições de vida para elas”.

Magno Cabral: “Tudo que eu puder fazer por ele, eu farei”

Em nome do filho  – É para dar o melhor no sustento do seu filho de dois anos que Magno José Cabral, 40 anos, executa oito horas de uma jornada com muito sol e esforço físico. Ele é agente de limpeza pública do município, uma função que exige muita energia em seu dia a dia. “É através do meu trabalho que eu consegui tudo o que eu tenho, conquistar minha casa e criar minha família. Tudo pelo meu filho”, destaca.

Ele diz que o filho é um admirador de seu trabalho e que todas as vezes em que ele sai para trabalhar, o filho pergunta com orgulho se ele vai para o carro de lixo. “Eu sempre ensinei a ele que um homem deve trabalhar para conquistar suas coisas. Roubar para conseguir dinheiro fácil, isso é errado”, explica. “Meu filho é tudo na minha vida. Quando ele crescer eu quero que ele lembre que seu pai foi um homem trabalhador, honrado e que fez tudo pela sua felicidade”, conclui.

José Luís Fonseca: “Palavras convencem, exemplos arrastam”

Professor pai solo – o professor de matemática da rede municipal de ensino, José Luis Fonseca, 37 anos,  possui dois filhos adolescentes que ele, com muito amor paternal, criou praticamente só. Ele é divorciado e teve que se desdobrar em vários para dar conta das responsabilidades.

Um professor não tem apenas seus filhos biológicos, ele acaba sendo pai de todos os alunos. Em época de ensino remoto isso foi mais evidente pois as aulas acabaram ocupando 24 horas da vida desta categoria.

“Eu fui pai aos 20 anos de idade. No princípio foi um grande desafio constituir uma família tão novo, ao mesmo tempo em que trabalhava e estudava. Quando você percebe que aquele bebê depende de você para tudo, começa então uma grande jornada. Eu não pude me dar ao luxo de apenas trabalhar ou estudar e acabei deixando um pouco de lado minha formação para me dedicar aos meu filhos, que são minha vida”, ressaltou.  

A necessidade de sustentar sua cria levou o professor a trabalhar como cobrador de ônibus com uma carga de trabalho intensa, sempre procurando dar conta de prosseguir com seus estudos.

Todo amor, esforço e dedicação valeram a pena. Hoje José Luís é professor nas redes estadual e municipal de ensino e possui dois filhos já adolescentes que sabem reconhecer todo o esforço dedicado pelo pai.

“Muitas vezes eu chegava em casa cansado, colocava eles para dormir e ia estudar para minhas provas. Eu virava a madrugada estudando, e quando eles acordavam para ir para aula, eu ainda estava lá com os livros. Eles passavam, tomavam a benção e eu seguia para reiniciar uma nova jornada de trabalho”, detalhou o professor. “Palavras convencem. Exemplos arrastam. Eles viram todo sacrifício e têm consciência de quanto a educação é importante na vida. Essa é uma mensagem que eu deixo para eles”, frisou. 

Texto: Márcio Flexa  

Fotos: Wenderson Santos e Ary Brito 

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